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A nova forma de protestantismo desenvolvida por João Calvino que ficou conhecida como “Calvinismo” teve como base os princípios da Reforma de Lutero na Igreja católica e a instalação de um sistema austero de religião. Sua doutrina fundamental era a predestinação absoluta à vida ou à morte, ao bem ou ao mal, com isso negava o livre-arbítrio. A Igreja era a comunidade dos eleitos à glória, os únicos sacramentos que admitia eram o batismo e a eucaristia. Para Lutero, o calvinismo era a doutrina perfeita para a burguesia, pois os comerciantes rejeitavam o ideal católico de glorificação da pobreza e a condenação veemente a usura e ao lucro. Para o calvinismo o homem provava sua fé por meio do sucesso material. Quando implantado em Genebra, aos domingos ninguém podia ir ao teatro, nem jogar cartas, muito menos dançar. Até mesmo o trabalho nesse dia seria considerado crime. Nos quatro primeiros anos do rígido governo calvinista, contaram-se 58 execuções, e muitas penas severas foram aplicadas aos transgressores das leis. João Calvino estabeleceu diversas reformas na Igreja, eliminou o ritual e a música instrumental da missa, despiu as igrejas de vitrais, quadros e imagens, reduziu o culto a um sermão entre quatro paredes nuas. Aboliu as comemorações da Páscoa e do Natal, e apagou todos os vestígios do sistema episcopal: as congregações deveriam escolher seus próprios presbíteros e pregadores, enquanto um colégio superior de ministros governaria a Igreja. O Calvinismo, ao contrário do luteranismo, difundiu-se na Europa Ocidental. Na França, foi professado pelos “huguenotes”, na Escócia, pelos “presbiterianos”, na Inglaterra, pelos “puritanos” e na Holanda, pelos “protestantes”.